terça-feira, 2 de outubro de 2012

SER MESTRE

"...Ensinar seriamente é por as mãos no que há de mais vital no ser humano. É tentar ter acesso ao que há de mais sensível e de mais íntimo da integridade de uma criança ou de um adulto. Um mestre invade, força a abertura, é capaz de devastar a fim de purificar e reconstruir. O ensino ruim, a rotina pedagógica, um estilo de instrução cínico - quer seja o cinismo consciente ou não - são perniciosos. Destroem a esperança pelas raízes. O mau ensino é, quase literalmente,assassino e, metaforicamente, um pecado. Ele diminui o aluno, reduz a uma insanidade abjeta o assunto apresentado. Impregna a sensibilidade da criança ou do adulto com o mais corrosivo dos ácidos, o tédio, com os eflúvios perniciosos do enfado. Milhões de pessoas tiveram e têm suas experiências da matemática, da poesia, do pensamento lógico aniquiladas por um ensino assassino, pela mediocridade talvez subconscientemente vingativa de pedagogos frustrados...
...Bons professores, incendiários das almas nascentes de seus alunos, podem ser mais raros que os artistas virtuosos ou que sábios. Professores do ensino básico treinadores de mente e do corpo, que tenham profunda consciência do que está em jogo, das relações de confiança e vulnerabilidade, da fusão orgânica entre responsabilidade e resposta ( a que chamo de "repostabilidade" ) são, alarmantemente, poucos. Ovídio nos lembra: "Não há maior maravilha" . Na verdade pela experiência que temos, a maioria daqueles a quem confiamos nossos filhos na escola secundária, daqueles em que procuramos orientação e exemplo na universidade, são, em maior ou menos intensidade, gentis coveiros. Esforçam-se por reduzir o interesse de seus alunos a seus próprios níveis de tédio e indiferença. Eles não  abrem" o Delfos" e sim o fecham.
O ideal do verdadeiro mestre, o oposto desses, não é uma fantasia romântica ou uma utopia sem qualquer alcance prático.  Aqueles dentre nós que são afortunados certamente terão encontrado Mestres verdadeiros, sejam eles Sócrates ou Émerson, Nádia  Boulanger ou Max Perntz. Estes quase sempre anônimos: mestres-escolas isolados que despertam os dons das crianças e adolescentes, que colocam a obsessão em seu caminho. Pelo empréstimo de um livro, pela disponibilidade depois da aula, aguardando ser procurado. No judaísmo a liturgia inclui uma bênção especial para as famílias nas quais pelo menos um membro venha a tornar-se scholar".

                                                              George Steiner - Lições dos Mestres


sábado, 29 de setembro de 2012

MUNDO ENCANTADO

Se existe um mundo encantado
Este mundo é o do sertão
Nele há a magia do luar
Luar cercado pela corte das princesas estelares
Há também os pirilampos que piscam
Para enfeitar a festa noturna, embalada´
Pela orquestra  do lago onde a lua
Reflete seu olhar apaixonado
Sertão do sol escaldante embrasado
Do caboclo forte determinado
Que sulca a terra tocando  seu arado
Abrindo as entranhas e fertilizando 
O solo com o sêmen suado
Aguardando ansioso as lágrimas
De prazer e felicidade pelo fruto
Que vai ser gerado
Sertão do cantador que canta
Suas dores, dissabores e seus amores
Sertão das farturas, das doçuras, das agruras,
Das loucuras e travessuras
Lugar em que se sente o corpo encharcado,
Embriagado pelo cheiro viril da terra
Que sustenta firme o mundo encantado
Onde o homem se encontra ensimesmado
Para ser, apenas ser, no ser tão iluminado.

                   José Geraldo da Silva

CHEIRO DE SAUDADE

Senti o toque suave do vento
Senti você bem perto
E com o toque senti teu cheiro
De repente acordei...
Mas não estou bem certo
Se estava sonhando
ou se estava acordado
O teu cheiro me trouxe saudade
Saudade... saudade
Ah! Estava acordado
Sem teu cheiro,
somente saudade.

            José Geraldo da Silva

O QUE É AMAR?

O que é amar?
sem resposta, comecei a refletir
Pensei nas várias possibilidades
para responder
Imaginei o marinheiro a navegar
por terras longinquas sem saber
quando irá voltar
À noite ele olha as estrelas
e o clarão da lua
e de saudades começa chorar
Imaginei o lavrador derramando suor
cortando a terra para semear
lançando a semente e esperando
o fruto perfeito para colher
Imaginei o pintor em sua tela lançar
sonhos, esperanças e uma impressionante
obra criar
Imaginei também o poeta
que rabisca versos
que rabisca ilusões, dores,
certezas, belezas, que rabisca amores
De tanto imaginar, imaginei você
Razão do meu navegar
Razão do meu semear
Razão do mais belo quadro pintar
E razão destes versos rabiscar
Então descobri que isto é amar.
                                  José Geraldo da Silva

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O GRITO

Há um grito que ecoa no ar
Grito que não quer a lembrança apagar
Grito das crianças esqueléticas a suplicar,
a gemer, a implorar na escuridão dos porões,
tentando apenas tocar com a boca faminta
um pouco de vida sugar.
Grito das mães que se tornaram cisternas rotas
e os seus filhos não podem alimentar.
Grito que sai das entranhas
que rasga a garganta sem força
para que alguém possa escutar.
Grito das meninas sonhadoras
que viram seus sonhos acabar,
pois seus castelos foram invadidos
e roubadas foram as joias da inocência.
Grito dos meninos que no mundo
foram esquecidos, que conheceram
o som do chicote e da brutal violência.
Ah! O grito ecoa no ar.
Ele vem dos porões infames
das naus que levam a alegria, a liberdade
e a nobreza dos guerreiros da Mãe África.
Ele vem dos troncos banhados de sangue.
Da carne dilacerada pelos açoites
que rompem a madrugada
e que causaria inveja ao maior dos inquisidores.
Ah! O grito não quer calar.
Não cala, pois ainda não há consciência.
Ainda não cessaram os açoites,
os vilipêndios e vitupérios.
Não são mais os chicotes e as chibatas
que causam a dor.
Agora é uma arma cruel
que causa dissabor.
Arma que é negada, camuflada,
mas que é usada e professada pelas bocas
daqueles que ainda não têm consciência
de que o grito ainda ecoa no ar.
Grito que ecoou nos Palmares
e que subiu aos ares e que o tempo
não pôde abafar.
Hoje se maltrata no tronco da ignorância,
nos porões da insensatez.
Negando aos filhos da terra
o direito de se ter direito.
O direito de ser, mesmo com a cor diferente,
de ser gente da gente.
O grito está no ar para acabar
com o discurso de quem DIZ
que não há CRIME e NEM AÇÃO
contra os direitos de ser diferente
com tantas diferenças em nossa formação.
Ah! Quando não houver discriminação
o grito será apenas para lembrar
que vivemos uma grande nação.

José Geraldo da Silva




terça-feira, 25 de setembro de 2012

PROJETO: ROTEIROS DE VIAGEM


Projetos Roteiros de viagem
Público alvo: Alunos do nono ano
Duração: 1 mês
Responsável: Prof. José Geraldo da Silva
Local: EMEF. Profª Alayde D. C. Macedo
JUSTIFICATIVA


O projeto  foi elaborado a partir de leituras que apresentavam a importância de se adequar o  ensino de língua às novas tecnologias, principalmente, a informática e a Internet. Não se pode mais negar esta junção. Os alunos hoje estão constantemente em contato com esses veículos. Utilizam as redes sociais para a comunicação entre si.  A escola precisa acompanhar esse avanço. Por isso, que se pensou neste projeto, uma ideia que nasceu após um curso de capacitação patrocinado pela Secretaria de Educação do Município de Barueri.  Os alunos montaram um roteiro de viagem para quatro pessoas, recebendo uma quantia para esse fim. Isso demandou pesquisa, montagem de texto, formatação de acordos com os programas utilizados e depois fizeram as apresentações utilizando o data show. Com isso desenvolveram várias habilidades e competências. Foi provado que é possível sim, associar teoria e prática. Não nenhum trabalho idêntico e nem puras colas. Para comprovar isso é só clicar nos projetos abaixo.

Vejam os projetos:

Projeto1

Projeto 2

Projeto 3

Projeto 4

Projeto 5

Projeto 6

Projeto 7

Projeto 8 

Projeto 9

Projeto 10

Projeto 11

sábado, 22 de setembro de 2012

Vídeo Projeto Folclore


Vídeo das apresentações de danças dos alunos do nonos anos da EMEF. Profª Dalva Fogaça, antiga EMEF. Profª Alayde D.C.Macedo. Festa de encerramento do mês do folclore, projeto coordenado pelos professores de Língua Portuguesa, José Geraldo e Luciana. Os alunos demonstraram criatividade e talento.