sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A TARTARUGA E A LEBRE




Um dia destes estava fazendo uma reflexão com meus alunos sobre pessoas vencedoras e pessoas que se perdem pelo caminho. Ilustrei para eles a história da lebre e a tartaruga. Foi então que nasceu a vontade de recontar a fábula, que ficou assim.
Era uma vez em uma floresta habitada por vários seres, cada um com sua diferença, que resolveram fazer um debate sobre quem seria o ser mais veloz do lugar. Conversa vai, conversa vem, e nenhum parecer foi estabelecido. Então o mestre coruja propôs uma corrida para estabelecer o veredicto. Muitos seres se propuseram a participar, foi quando a lebre chegou com sua arrogância costumeira, pois não havia participado do debate, dizendo:
- Essa vai ser mamão – com - açúcar, sou e sempre serei o ser mais veloz deste lugar.
Houve muito barulho e espanto, pois todos sabiam que aquele ser era realmente veloz, e não foi citado na discussão por não estar presente, coisa que, aliás, era normal, sempre faltava às reuniões. Praticamente todos desistiram, a não ser, vejam, só, a tartaruga. A bicharada pôs-se a rir e a zombar da pobre coitada.
- Você não se enxerga, não vê o papel ridículo que está fazendo.
Outro bicho mais ousado, com muita ironia disse:
- Ô cascuda, nem Santo Expedito pode resolver esta causa.
Foi muita zombaria. A lebre como já disse, na mais alta arrogância se fingia de morta, e ainda para humilhar a pobre cascuda, propôs:
- Vou esperar uma hora para começar a correr. Essa tá ganha!
A pobre coitada da tartaruga não recebeu apoio de ninguém, a não ser do mestre coruja, que lhe disse:
- Não se preocupe você vai chegar até o fim. Acredito na sua perseverança e determinação. Você não se acovardou diante deste desafio.
Essas palavras tocaram fundo o coração do pequeno quelônio. Apesar de suas limitações, não desistiu do seu objetivo. Pensou nas noites de estudo, das horas que observou os outros animais, pensou nas estratégias e nas palavras do mestre coruja.
Aquele dia nunca mais foi esquecido e até hoje é comentado pelas gerações de animais que habitam aquela floresta. Havia muito barulho no ar, muita expectativa e um sentimento de “já ganhou” pelos amigos da lebre. Do lado da tartaruga, somente os bichos desprezados que a acompanhavam, pois ela representava naquele momento o seu espírito de derrota. Quanta humilhação. Muitos gritavam:
- Você não precisa disto, já é diferente por natureza. Aonde pensa que vai chegar?
A pobre coitada segurou o choro e a emoção e se posicionou na linha de partida. A lebre como sempre não apareceu. Tinha passado a noite na balada. Estava curando o porre. Pois como havia dito que daria uma hora de vantagem não apareceu para a largada. A tartaruga a passos curtos e pesados pôs-se a caminhar. Obstinada só olhava para frente. Esqueceu-se das humilhações, das zombarias, das ironias e avançava a passos firmes para alcançar o alvo.
A lebre apareceu duas horas depois com sua turminha falando alto e zombando:
- E não é que a coitada veio mesmo! Disse com ar de superioridade.
Falou para todos que não tinha pressa, pois quando quisesse dispararia a correr e chegaria com folga à frente da adversária. Com isso, ficou conversando com a sua turminha, contando piadas e tirando um sarro dos outros bichos.
- Querem dobrar a aposta, ainda dá tempo.
Correu um pouquinho e parou para trocar ideias com os manos do morro ao lado da floresta para saber qual a parada. E a tartaruga estava lá sempre olhando para frente. A lebre parou mais uma vez, outra vez até que se esqueceu da corrida, pois o barato era muito louco, não dava para perder. Ficou chapada e bodeou, ou seja, apagou.
Enquanto isso a destemida cascuda continuava a sua trajetória até que por impossível que pareça, cruzou a linha de chegada. A bicharada ficou boquiaberta sem saber onde estava a lebre, aquela que sempre vencia as corridas. A resposta foi: ficou pelo caminho.
Uma lição toda a bicharada tirou deste evento que serviu de estímulo para os mais fracos, discriminados e desprezados pela sociedade. O que adianta talento, esperteza e inteligência se não tivermos traçado os objetivos para nossas vidas. O que adianta tudo isso se nos perdermos pelo caminho. A tartaruga é o exemplo daqueles que não desanimam e lutam, apesar de suas limitações, para alcançar o sucesso. A lebre representa todos aqueles que se perdem na vida, embora sejam talentosos.
Ah! Já ia me esquecendo do mestre coruja. Nem precisa dizer da sua felicidade, pois acreditou no potencial de sua pupila tartaruga. Ele representa aqueles que não olham para as diferenças como obstáculos, e sim, que essas diferenças é que constroem o saber e a vitória.
Foi assim que pensei esta história.
                                       
                                                      Autor: José Geraldo da Silva

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

AFORISMOS




“Desejar é o primeiro passo para a conquista de nossos sonhos”
                                                           (autor desconhecido)

“O sucesso é uma questão de não desistir, e fracasso é uma questão de desistir cedo demais”.
                                                                                                                   (Walter Burke)

“Deixar de cometer erros está fora do alcance do homem. Entretanto, em seus erros e enganos, o sábio e o homem racional adquirem experiência para o futuro.”
 (Plutarco)

“Mude seus pensamentos e você mudará seu mundo.”
(Normam Vincent Peale)

“Todos os nossos sonhos podem tornar-se realidade se tivermos a coragem de prossegui-los.”
(Walt Disney)

“Nada de muito importante acontece sem um sonho. Para que algo realmente grande aconteça, é preciso que haja um sonho realmente grande.”
(Robert Greenleaf)

“Os que conquistam são os que acreditam que podem conquistar.”
                                                                                        (Virgílio)

“Metade do que você é, deve-se ao que você pensa de si mesmo.”
(Autor desconhecido)

“Pouco resta a fazer além de enterrar um homem quando o último de seus sonhos está morto.”
(Wilfred A. Peterson)

“O voo até a lua não é tão longe. As distancias maiores que devemos percorrer estão dentro de nós mesmos.”
(Charles de Gaulle)

“O futuro tem muitos nomes”.
Para os fracos, é o inatingível.
Para os temerosos, o desconhecido.
Para os valentes, é a oportunidade.”
(Victor Hugo)


“É praticamente uma lei na vida que, quando uma porta se fecha para nós, outra se abre. A dificuldade está em que, frequentemente, ficamos olhando com tanto pesar a porta fechada, que não vemos aquela que se abriu.”
(Andrew Carnegie)

“Um dos mais elevados deveres humanos é o dever do encorajamento.
É fácil rir dos ideais dos homens; é fácil despejar água fria no seu entusiasmo; é fácil desencorajar os outros.
O mundo está cheio de desencorajadores.
Temos o dever de encorajar-nos uns aos outros. Muitas vezes uma palavra de reconhecimento, ou de agradecimento, ou de apreço, ou de ânimo, tem mantido um homem de pé.”
(Willian Barclay)

O TEMPO



Parado, sentado, calado
Contido, reprimido, ferido
Ensimesmado, acabrunhado, atado
Perdido, embebecido e enraivecido
Assim me sinto diante do tempo
Tempo que poda as esperanças
Tempo que anima o esperar
Tempo que serve como droga
Para curar a ansiedade
De se esperar, de acreditar e avançar.
Sua passagem leva o vigor
Leva o melhor da flor
Suga a essência juvenil
Forja a coroa da maturidade
Tinge de branco os fios como sinal
De que a jornada está no final
Marca o olhar, o sorriso.
Sem se preocupar com nossa vontade
Ah! O tempo, inimigo dos apressados,
Dos desenganados
Amigo e esperança dos que sabem lutar
Porém não se pode ficar parado
Diante de o seu passar
Porque ele não espera
E leva as oportunidades dos que não
Sabem agarrá-las e aproveitá-las
Daqueles que não sabem aproveitar
O tempo que é próprio para se plantar
E sabem que o tempo perdido
Não pode mais voltar
Diante disso, é viver todo o tempo
Sem perder tempo.

José Geraldo da Silva


CADEIAS




Encadeados em quadrados
Por sentimentos enquadrados
Encadeados por todos os lados
Por elos que foram forjados
Na forja alimentada pelo fogo
Da impaciência, da intolerância, da ignorância.
Que solidificaram, endureceram
E obscureceram a liga mais nobre
Liga constituída pela bondade,
Lealdade, amizade e verdade
Forja que aquecida depurou
Apenas a liga que forma cadeias
Cerradas por cadeados por todos os lados
Aprisionando os sonhos alados
Como se fosse Pégaso amarrado
Sem poder voar e levar os sonhos encantados
Quebrar cadeias é viver de verdade
É sentir ser
É ser sem ser encadeado
Enquadrado no quadrado
Encadeado por todos os lados.

José Geraldo da Silva


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

PASSANDO O TEMPO




 

Há momentos em nossas vidas que é necessário parar um pouco para uma reflexão. O ano passado já ficou no passado, o mundo não acabou como previam os místicos, não realizamos tudo aquilo que projetamos, entretanto muitas coisas boas aconteceram, e nem sequer paramos para agradecer. Nessa louca vida que levamos, mal acabou o ano e já fazíamos planos para o próximo, enfim ele já começou, então o que fazer?

Temos muito o que fazer, planejar as ações para que se concretizem os novos projetos, rever outros que ficaram pendentes e começar a agir, pois o tempo voa e essa vida estressante pode consumi-lo de forma avassaladora. Infelizmente acabamos sendo escravos dele. Fazemos tudo na base da correria, e sempre temos a sensação de que nos falta tempo.

Nessa gana de fazer sucesso, de conquistar e de realizar os objetivos traçados não paramos para observar que ele, o tempo, pode ser bem administrado. É comum alguém dizer que não tem tempo para nada, que gostaria de ler um livro, mas não consegue, que gostaria de passear mais, de viajar de ter mais tempo com os amigos e a família. Estamos sempre estressados e cansados.

Ao parar para fazer esta reflexão, descobri que há muitas coisas boas ao meu redor que eu não parei para observar, que as flores nascem e crescem sem se importar com o tempo, que a natureza cumpre o seu ritual de passagem no seu devido tempo, que o dia nasce e acaba no mesmo horário, embora os homens inventem horários de verão, mas o ciclo da vida segue sem pressa o seu curso.

  Para nós do hemisfério sul o ano começa com o verão, depois o outono, inverno, a primavera e termina com os raios do verão, sempre do mesmo jeito. Nós é que por falta de tempo não observamos isso, Estamos sempre apressados e costumamos dizer: como o ano está passando rápido. Muitas vezes não vemos o crescimento de nossos filhos, das pessoas ao nosso redor, e nos esquecemos muito rápido daqueles que nos deixaram.

Existem vários dizeres populares sobre o tempo, que ele é melhor remédio, que só o tempo pode nos fazer esquecer, porém tempo perdido não se recupera, já passou. A Bíblia nos diz que há tempo para tudo, para nascer, crescer, chorar, sorrir e morrer, há tempo para tudo.

Que nesse novo ano o tempo não seja a desculpa para os insucessos, dissabores, derrotas e a própria falta de tempo.

 

                         José Geraldo da Silva