sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

BEIJOS, ETERNOS BEIJOS


Todo encontro requer um beijo.
Beijo fraterno,
Beijo materno,
Um beijo apaixonado.
A vida é feita de encontros.
Uns duradouros,
Outros momentâneos.
Alguns são encontros de almas.
E são nestes encontros
Que bocas se unem
Selando o momento
De almas que se buscam
Nos beijos eternos
Não se importando com o tempo
Que se levou para o encontro.
Assim são os encontros
Com beijos eternos, eternos beijos

                                                           José Geraldo da Silva



segunda-feira, 9 de julho de 2018

TEU BRILHO


No infinito das grandes constelações
Onde é impossível de se ver
Ainda consigo observar o brilho estelar
Causando em mim grandes emoções
Pois por um tempo de insensatez
Imaginei que a sua luz pudesse apagar
Foi um ledo engano, pude perceber
que apagar de dentro do coração
Aquele brilho que um dia vi no teu olhar
É agir como um insano
Que se esquece que não se pode dissipar
Ou mesmo apagar o brilho das estrelas
Como um meteoro você entrou no meu universo
Deixou em mim o brilho, que me faz
Todas as noites na imensidão das
Estrelas mais uma vez te encontrar
                                                         José Geraldo da Silva


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

O DESPERTAR PARA A LEITURA

O vídeo abaixo foi elaborado para ilustrar como os alunos montaram seus trabalhos em relação ao Projeto Formando Jovens Leitores desenvolvido na EMEF. Prof. Alexandrino da Silveira Bueno, no Município de Barueri, na modalidade EJA, onde leciono Português.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

VISITA ZOO SOROCABA RAUL lion

A aula passeio é mais que diversão é um espaço para aprendizagem. Uma das técnicas criadas por Freinet, que contribuiu muito com a prática pedagógica proporcionando aos professores formas diferenciadas de trabalhar com seus alunos e enriquecer o elenco de objetos de estudo e relações a se investigar
Os alunos por meio da motivação, interesse, curiosidade e questionamentos, criam condições para que o meio físico e o meio humano constituam-se numa fonte de atividades e descobertas. Foi esse o pensamento do Professor Raul Guiraldelo, organizador deste projeto

CONVITE PARA UMA NOITE ESPECIAL

Convidaram-me para uma noite literária. Fiquei pensando como seria essa tal noite. Foi quando encontrei um amigo, que é professor e me falou a respeito. Por acaso ele era um dos responsáveis pelo evento. Sempre gostei de ler, principalmente romances, porém nunca havia participado de um evento literário. Fiquei muito curioso.
O meu amigo me contou que a ideia nasceu, quando seus alunos receberam uma bolsa com livros de vários autores. Dentre eles havia livros de poesias, contos e romances. E foram incentivados a ler. Foi aí que decidiram realizar uma noite literária para a troca de experiências em relação ao impacto que a leitura causaria na vida dos alunos.
No começo alguns se mostraram resistentes, mas aos poucos começaram a degustar o cardápio que lhes fora apresentado. Foram lidas poesias, contos e romances. Surgiram os primeiros comentários sobre as leituras, algumas críticas interessantes e até livro que foi proibido, só que tarde demais. A leitura não tem preconceito.
Os alunos começaram a questionar, a fazer comentários de outros livros que não tinham vindo na bolsa. Muito interessante. Nesse momento do relato me veio à mente o pensamento de Paulo Francis que diz: Quem não lê, não pensa, quem não pensa será para sempre um servo. Maravilha, eles começaram a ler, e em consequência, a pensar.
As palavras do meu amigo me fizeram viajar no tempo, lembrei-me da minha primeira emoção ao ler um livro, “Meu pé de laranja lima” era o nome. Terminei o livro em lágrimas. Que emoção. Depois disso quis mais, e desde então não parei de ler e me emocionar. Meu amigo junto com seus colegas deram aos seus alunos o melhor presente que se pode dar, o despertar para a leitura.
Depois deste bate papo decidi ir à noite literária, principalmente porque ele me disse que haverá leitura de poesias, teatro, música e o que mais me chamou a atenção, o depoimento dos estudantes. Acredito que os imortais da Literatura estão aplaudindo de pé essa iniciativa. Você também está convidado. Vem!!


José Geraldo da Silva

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

IMORTAIS

Numa dessas conversas de sala de professores surgiu o assunto que sempre se discute, “virar nome de escola”. Sabemos que para que isso aconteça o professor tem que morrer. Coisa estranha, não é? Isso me levou a uma reflexão, morrer para reviver. É bem isso que acontece.
Uma colega com ares de saudades nos contou sobre os seus tempos de escola no velho Alexandrino, sim no Professor Alexandrino da Silveira Bueno, uma das emefes da cidade de Barueri. Todos pararam para ouvir suas recordações.
Tinha sete anos, lá pelos idos anos de 1974. As ruas eram de terra e em dias de chuva era o famoso amassa barro. Usava saia xadrez, blusa branca, cinto vermelho e sapatos pretos. Fazia de tudo para não sujar a roupa para não passar vergonha. Ficou por lá até a oitava série. Quantas lembranças, professores, amigos e o velho Alexandrino sendo marcado pelo tempo. Segundo ela, seu vínculo com a escola continuou, pois sua secção eleitoral era lá.  Ela acompanhou todas as mudanças do bairro, asfalto, iluminação, novas casas, comércio e o velho se mantinha de pé.
Um retrato emocionante, quantas marcas ficaram registradas. O professor Alexandrino, acredito eu, nem imaginava que ficaria vivo, e muito vivo, principalmente nas lembranças e na alma que o seu nome de escola deixou nas pessoas que ali estudaram. Ele continua lá, no mesmo lugar de sempre, com roupagem nova, todo imponente, bem no alto para que todos o vejam, coisas do destino.
Pensando bem, não é tão ruim assim virar nome de escola. Ficamos imortalizados, pois é comum as pessoas perguntarem:  - onde você estuda? E a resposta é: - No Alexandrino ou outro nome de professor. De verdade, o professor não morre, permanece vivo, vira entidade importante. Como diz Rubem Alves: Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. “O professor, assim não morre jamais...”.
Como o velho Alexandrino todos os professores continuam vivos, mesmo que não virem nomes de escola. E assim o velho vai se confundindo com o novo. De tempo em tempo os arquitetos vão dando um jeito de rejuvenescê-lo. Essa foi a minha reflexão, o professor não morre, e sim renasce quando vira nome de escola. Não é Velho Alexandrino?


Professor José Geraldo da Silva